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Feiras itinerantes preocupam Associações Comerciais

Não é de hoje que feiras itinerantes compostas por ambulantes vindos de outras regiões e também de outros estados, são alvos de críticas por parte da Acimg (Associação Comercial e Industrial de Mogi Guaçu). Por conta disso, 20 Associações Comerciais da região se uniram para pressionar e mostrar às prefeituras a necessidade de atualizar a legislação vigente sobre o tema.
Segundo dados divulgados, somente nos seis primeiros meses desse ano, cerca de R$ 20 milhões de reais deixaram de circular nos municípios por conta desse tipo de evento. Este dinheiro deixou de movimentar recursos dentro da própria região, gerar empregos e garantir a redução da inadimplência das empresas estabelecidas.
Para Antonio Carlos Pessanha, vice presidente da Facesp (Federação das Associações Comerciais da Baixa Mogiana) que engloba as 24 cidades da região, com total de 20 ACE´s, a situação é ainda mais complicada. “É necessário uma regulamentação do tema para preservar o emprego no município, além de oferecer condições de competitividade entre as empresas legalmente estabelecidas e esse tipo de evento”, afirma.
Pessanha observa ainda que presidentes das ACEs da região elaboraram uma proposta de lei que está sendo apresentada às Câmaras Municipais, para que sejam minimizados os impactos negativos dessas feiras”. “Além disso, iremos realizar campanhas visando conscientizar os consumidores de questões que prejudicam o próprio município e cidadãos da comunidade que vivem”, salientou.
O presidente da Acimg, Edson Bombo, já entregou esta proposta de projeto de lei ao presidente da Câmara de Mogi Guaçu, Thomaz de Oliveira Caveanha e aguarda um posicionamento à respeito. As Associações Comerciais esperam que esse trabalho consiga conscientizar a população e os governantes de que é preciso fazer algo para gerar condições do comércio local competir de forma igual com essas feiras, além de resguardar os consumidores.
“Esperamos conseguir, assim como na campanha da Lei Geral e na campanha pela descrição dos impostos na nota fiscal, mostrar aos governos municipais que não é possível que um setor tão importante como o comércio varejista seja relegado e esteja a mercê de situações como essas”, competição e concorrência faz parte do dia a dia dos empresários, mas é fundamental que esta luta seja em condições de igualdade e gerem benefícios para a sociedade que participa, finalizou Pessanha.

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